Vida de um Pescador

Postada em 24.10.2019 ás 12:02

“Todo dia ela faz tudo sempre igual…Me sacode às seis horas da manhã…Me sorri um sorriso pontual…E me beija com a boca de hortelã”

 

Miré limpando Filhote de cúrvina, cascata

Essa música famosa representa a vida da maioria dos nossos pescadores, porém, invés de acordar às 6h da manhã eles já estão na “lida” desde às 5 horas. Em uma rotina que nem sempre acontece da mesma maneira, pois o número de peixes, o horário que voltarão para a casa pode mudar de um dia para o outro.

Uma coisa é certa, de acordo com o pescador Valmire, conhecido como Miré, existe hora para sair, mas não para voltar. Os dias se repetem de segunda a segunda, o que pode mudar essa rotina é o tempo. “Só o tempo pode nos dar folga, o melhor é sem vento. O nordeste é pior vento para ir pescar, mas o melhor para trazer os peixes”, explica o pescador.

“Vivemos sempre uma expectativa, pois se não pegar peixe não comemos, se pegar, comemos”, conta Miré.

A pesca de Miré é toda limpa por ele e vendida na beira da praia, próximo a Praça 21 de Abril, no centro histórico de Garopaba. Quem compra o peixe fresco diz que não tem melhor, “saber a procedência e que ele é do dia da um toque especial para o almoço”, diz um comprador que esperava ansioso pela sua encomenda.

Miré acredita que a tecnologia veio para dificultar o trabalho de quem não tem dinheiro para investir. “Antigamente meu avô e meu pai faziam as redes, ficavam dois dias fazendo elas e hoje em dia se vende pronta, o que ajuda quem tem para comprar e atrasa quem precisa fazer ainda”, explica.

Garopaba tem seus encantos, suas histórias e com certeza não são apenas essas belezas naturais que conquistam as pessoas, mas também esse povo guerreiro que trabalham e amam a cidade onde vivem.

 

Redação por Carla Fogaça

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