Peste Suína Africana: vírus força aumento na importação da carne catarinense para a Ásia

Postada em 10.12.2019 ás 10:17

A Peste Suína Africana é altamente contagiosa entre os suínos e fatal aos animais. Desde agosto de 2018, a epidemia atingiu a China e, recentemente, espalhou-se pela Ásia. A doença não é uma zoonose, ou seja, não pode ser transmitida a humanos, entretanto o vírus é muito resistente e pode sobreviver em carne congelada, e, por isso, o Governo chinês tomou medidas drásticas para eliminar rebanhos identificados com foco da doença.

Em meio a essa crise sanitária, a demanda por importação da carne brasileira aumentou e Santa Catarina ficou em destaque. O Estado, que é referência em sanidade animal e qualidade de produção, se tornou responsável por 57% do total da exportação brasileira.

— Serão necessários alguns anos para que a China atinja novamente os níveis de produção que o país apresentava até 2018. Neste cenário, o Brasil, e em especial Santa Catarina, possui condições de atender parte dessa demanda adicional, tendo em vista a competitividade dos seus produtos e as boas condições sanitárias da produção animal — relata Alexandre Giehl, analista do centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Impacto econômico em Santa Catarina

Foto: Angélica Luersen

O faturamento de Santa Catarina com as exportações de carne suína neste ano já supera a marca de 2018. De janeiro a outubro, o Estado embarcou 330,5 mil toneladas do produto, gerando receitas de US$ 670,4 milhões – 2,5% a mais do que o valor total exportado no ano anterior.

No mês de outubro, os catarinenses exportaram 31,4 mil toneladas de carne suína, gerando um faturamento de US$ 67,6 milhões. Mais uma vez a China foi o grande destaque: os embarques para o país trouxeram receitas de US$ 16,6 milhões, 117% a mais do que em outubro de 2018.

Impressiona também o aumento das exportações para os mercados mais exigentes do mundo. No acumulado do ano, Santa Catarina ampliou em 215,9% as vendas para o Japão, em 42,3% para os Estados Unidos e em 497,5% os embarques para a Coreia do Sul.

O acesso a estes mercados se dá pela excelência sanitária conquistada por Santa Catarina. O Estado é o único do Brasil reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

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