“Desafio da rasteira” preocupa pais e profissionais

Postada em 14.02.2020 ás 11:24

Viral pode causar problemas de saúde irreversíveis, diz Sociedade Brasileira de Neurocirurgia

 

Foto – Davner Toledo

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) emitiu uma nota alertando pais e educadores sobre o perigo da “brincadeira quebra-crânio” ou “desafio da rasteira”, que viralizou nas redes sociais, nesta semana. Na terça-feira (11), vídeos em que adolescentes aplicam rasteiras uns aos outros começaram a circular na internet, o que preocupou pais e mães neste período de início de ano letivo.

A nota da SBN reforça que o “desafio”, que provoca uma queda brutal, pode causar lesões irreversíveis ao crânio e à coluna vertebral. “A vítima pode sofrer danos no desempenho cognitivo, fratura de vértebras, perder movimentos do corpo e até morrer”.

Em um dos vídeos que ganharam as mídias sociais, três alunas do Colégio Marista de Natal aparecem reproduzindo o desafio da rasteira. Segundo a vice-diretora educacional da instituição, Ilce Mara da Silva, a escola tomou conhecimento do fato e adotou “medidas preventivas”.

“Dialogamos, conversamos, explicamos os riscos, junto com a família delas. São ótimas alunas, mas que agiram na impulsividade. Além desse episódio em específico, também adotamos medidas preventivas educativas durante todo o ano”, afirma.

A nota da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia afirma que “o que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo. Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação.”

Brincadeira em escola causa morte em escola do interior do RN

Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos morreu em Mossoró, Oeste potiguar, depois de bater a cabeça enquanto participava da brincadeira. Embora tenha acontecido há três meses, a morte de Emanuela Medeiros se popularizou nesta semana. O caso da estudante, que sofreu traumatismo craniano em uma outra “brincadeira” perigosa, foi compartilhado nas redes sociais como um alerta para o perigo do “desafio quebra-crânio”.

Confira a nota da SBN na íntegra:

Prezados (as) senhores (as),⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) vem, por meio deste, alertar aos #pais e #educadores sobre a necessidade de reforçar a atenção com crianças e adolescentes, diante do #desafio “quebra-crânio”, que se alastra pelo ambiente doméstico, escolar e é reproduzido nas redes sociais.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Ele provoca uma queda brutal, onde um dos participantes bate a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos, pode ser a primeira linha de ação.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Sem mais para o momento, subscrevemo-nos.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Diretoria
Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)

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